É segunda poética
Sinos
(Alphonsus de Guimarãens)
Escuto ainda a voz dos campanários
Entre aromas de rosas e açucenas,
Vozes de sinos pelos santuários,
Enchendo as grandes vastidões serenas...
E seguindo outros seres solitários,
Retomo velhos quadros, velhas cenas,
Rezando as orações dos Septenários,
Dos Ofícios, dos Terços, das Novenas...
A morte que nos salva não nos priva
De ir ao pé de um sacrário abandonado,
Chorar, como inda faz a alma cativa!
Ó sinos dolorosos e plangentes,
Cantai, como cantáveis no passado,
Dizendo a mesma Fé que salva os crentes!
No poema acima temos a igreja como local de paz e elevação espiritual do autor,mas não é o mesmo com todas as outras pessoas
Temos pessoas que tem de templo um espaço no lar,como o jardim ou local de leitura.Temos pessoas que tem o templo de sua religião.Tem quem vá pra natureza,um local especifico ou não.Um local da infância ou que o lembre
Um dos pontos mais importantes é o isolamento respeitoso,não de pessoas,mas situações,visto como o poema acima ate representa pessoas como parte do cenário daquele templo
Tem gente que nem mascotes deixa chegar perto ou fazer barulho,chegando a ter seu templo pessoal no horário que todos dormem pra ser possível.Outros buscam companhia das pessoas certas,o que torna o templo independente do local físico
E se não o tiver?Bem,isso é relativamente comum,visto que só costumamos ter copias imperfeitas disso
Diria que é bom conseguir um.Esse "templo pessoal" é um lugar pra meditar na vida,tentar acalmar a mente e elevar o coração,não de fugir da realidade,mas juntar forças e se organizar pra encara-la

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