sábado, 8 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 10

No decimo terceiro capitulo temos um personagem que já havia sido citado anteriormente,o homem de negócios


Há semelhança do rei.Este homem sente necessidade de algo pra se validar,aqui não é reinar ou títulos em si,mas a posse.Ele se diz rico,tudo que olha,no caso estrelas,é sua propriedade

O Pequeno Príncipe fazia perguntas já o comparando ao bebado,ouvindo uma logica de mercado sobre ser dono de ideia de possuir estrelas enquanto a pequena entidade questionava a ideia de ser dono de algo que não se desfruta

Antes de sair,o Pequeno Principe fala de como era útil as coisas que possuía ao cuidar de vulcões e flores,mas o homem de negócios era uma existência administrativa vazia por ser,ironicamente,inútil


Lembram dos números no começo do livro?O personagem queria numerar suas "posses",dar um valor pra tudo,assim validando seu próprio esforço e existencia pela posse.É algo,infelizmente,comum.Muitas pessoas tentam validar a exaustão com tamanho do contracheque ou valor do carro,só a nivel de exemplo

A noção de posse do supérfluo e do exagerado são abordadas aqui com toda a estranheza filosófica e poética que ninguém costuma se perceber.Em uma sociedade de consumo em extremos narcísisticos,esse é um dos trechos que mais merecem uma palestra inteira

Quanto que fortunas,terrenos,negocios e objetos são mesmo nossos?Quanto estamos iludidos pelo apega em busca de validação de nossas vidas?O quanto passamos ao absurdo de sermos posse ao inves de humanos a aproveitar da vida?

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Para de se preocupar

É sexta da piada


Em terra de saci, todo chute é voadora


Atualmente,temos tido o furacão tropical cruzando o país.Telhas são viradas e gente que não se abriga já morreu.Tudo anda fechando.O noticiário diz com alarde e empolgação que essa corja aprendeu a ter

Creio que o titulo que dei já diz tudo,pare de se preocupar tanto.Não foi a toa que usei do saci,figura folclórica que viaja em redemoinhos,pra diminuir o senso de pânico


Fala serio,se for na onda de jornal e gente histérica pelo pânico,só vai perder tempo e não ter resultados

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 9



O decimo segundo capitulo é o personagem que não seria mostrado em uma animação ou programa moderno,o bêbado

O bêbado,em todos os sentidos,se trata de um infeliz.Um cara em um ciclo de sofrimento e afogar de magoas na bebida,o que incluía a vergonha do próprio vicio

O Pequeno Príncipe,com sua sabedoria de vida simples,foi embora bem rápido dali,tão mal que já se sentia com contato


Deixando claro,mesmo que obvio,a razão de ter dito que o bêbado seria afastado da mídia,é por conta de bebida,alcoolismo e uma criança em cena,serem uma combinação complicada dos sensores permitirem


Sim,o livro falou de alcoolismo,de como existem outros químicos,lícitos e ilícitos,mas é o de menos.A estes já é quase senso-comum o caso da fuga da vida

Temos muitas fugas do sofrimento em nossa sociedade,tantas quanto pessoas,incluindo negar a própria existência do sofrimento.Seguimos em frente deixando tudo se acumular,sofrendo com o que esta pesando cada vez mais nas costas

Pense comigo em quão complexo o assunto é diante do fato que protelar,reclamar e ate diminuir os outros pode ser aplicado ao tema em questão


O Pequeno Príncipe,por outro lado,tem solução na simplicidade obvia de simplesmente viver a vida de cabeça erguida.Ele que busca a felicidade aos poucos,que vive cada dia sem desviar o olhar aos deveres e os problemas,o que ele já mostrava desde começo e o bêbado esquivava

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Esperando algo da caminhada espiritual

Eis uma lição que lhes dou quando foram e quando ensinarem o caminho espiritual a um amigo:

De seu melhor e aceite que não vai sair perfeito(nem de longe)


A tirinha acima exemplifica bem a situação.Um casal e um dos lados esperando muito do relacionamento.Enquanto que no templo ou mesmo conversa,o pensamento e conversa paralela vai ir longe

A ideia de não cobrar perfeição não significa não dar um esforço,mas entender limites

terça-feira, 4 de agosto de 2026

O pilar emocional

Ontem postei 2 vezes.Não vou faltar hoje só por isso,apenas fazer um post que queria


Gosto desse personagem de "Gato de botas 2".Esse cãozinho é exageradamente ingênuo e otimista,pra não dizer um tanto louco,mas é justamente isso que salvou o grupo e ele próprio

No vídeo acima temos que o cara era desprezado por quem ele amava,mas o grupo todo tinha suas situações realmente complicadas.O Gato de Botas teve a epifania do medo,de perceber que não era imortal.Kiten tinha problemas de confiança,pra não dizer trauma,estando bem do lado do ex-noivo

Foi esse cãozinho com jeito de idiota o cara que mais guiou o grupo em meio a dificuldades daquela grande aventura.Ele foi justamente quem mantinha a calma e tratava as crises emocionais do grupo,o mantendo junto e em movimento ininterrupto enquanto rivais brigam e tinham crises pessoais


O titulo deste post é "o pilar emocional",mas demonstro aqui que esse não é sempre o estereotipo do cara frio e/ou inquebrável

Ser empático e ate saber com quem e quando se abrir é bem mais humano,ate mesmo inspirador,um exemplo,mesmo que imperfeito,mas que mantem o grupo funcional tanto quanto possível

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 8


No decimo primeiro capitulo temos o segundo personagem que Pequeno principe conhece em suas viagens,o vaidoso

O personagem quer elogios,nem ouve outra coisa que não o sejam e vê todos não como pessoas,mas como meras fontes de elogios.Para ser o melhor se enfiou em um planeta solitário.O Pequeno Príncipe saia pensando no quanto "pessoas grandes" são bizarras


Este é tão louco e solitário quanto o anterior,um sinal claro do quão desagradável pessoas desse tipo o são.Entretanto,isso se torna vantagem as ilusões do louco,pois assim seria o numero 1 em tudo no mundo

A vaidade da rosa,mostrada antes,era meramente amor próprio.Aqui temos o oposto,o que não reconhece nada e nem ninguém


Gostaria de acrescentar algo que não escrevi ate agora:

Se não perceberam,os mundos,tão pequenos e pouco habitados que o são,nada mais são do que uma extensão dos personagens,uma representação do que são

O planeta do Pequeno Príncipe tem muito dele,de plantas gigantes a bela rosa que brotou.O rei nada mais é do que um trono e manto fino a ocuparem todo espaço.O vaidoso é o vazio de um lunático que vê apenas a si mesmo

Sinto por não ter escrito sobre este ponto e irei tentar destaca-lo futuramente

Entendimento de Deus


É segunda poética


Incognoscível 

(Antero de Quental)

Para o Infinito, Deus não representa

A personalidade humanizada,

Pelos seres terrenos inventada,

Cheia, às vezes, de cólera violenta.


Deus não castiga o ser e nem o isenta

Da dor, que traz a alma lacerada

Nos pelourinhos negros de uma estrada

De provação, de angústia e de tormenta.


Tudo fala de Deus nesse desterro

Da Terra, orbe da lágrima e do erro,

Que entre anseios e angústias conheci!


Mas, quanto o vão mortal inda se engana,

Que em sua triste condição humana

Fez a essência de Deus igual a si!




Falar de Deus é algo tremendamente complicado,pois é parte central da fé de quase todos,fé que,geralmente,não é racional e nem aberta a dialogo,infelizmente


Temos,de um lado,a versão de Deus tremendamente humanizada que foi criada Idade Media.Um método de tentar aproximar o divino do humano,visto que,a maioria não entendia bem o "tema da conversa".Mas,foi no sentido errado,não só não ajudando a engrandecer pessoas,como dando entendimento errado e ainda tirando o medo,que era o que mantinha o controle da população

Temos um Deus que não quer que pessoas "rezem do jeito errado",não estejam na "religião errada","que é citado mais ao punir indivíduos e povos do que pra amar e guiar.Quando Friedrich Nietzsche disse "Deus esta morto" ele falava que não havia mais espaço na era que viria a uma entidade vaidosa e de amor próprio frágil,pois o ser humano seria bem mais avançado do que a sociedade que necessitava dele pelo entendimento limitado


De outro lado,temos um Deus mais "transcendente",algo que aparece mais frequentemente em cultos como espirita e umbandista,mas presente em outros de maneira mais isolada pelo entendimento.Aqui não é uma figura física e nem isolada em templos,mas em todos os lugares e pessoas

Neste temos um guia,um mentor,um amigo,um pai e mãe.Alguém que não força,apenas direciona sutilmente com paciência dando inúmeras chances aos erros,nos vendo como crianças limitadas aprendendo

Podemos usar termos complexos,como "Único","Indivisível",Eterno","Infinito",etc...Mas,mesmo estes são limitados pelo entendimento racional que temos e superficiais ao Todo


Temos o oposto da primeira,um pai molenga e que mima,um "Deus vai perdoar" sendo dito frequentemente por gente que não se indireita.Ele não o é,pois pode não ser uma figura de ódio,mas ensina responsabilidade,de que justiça e dever estão em igualdade com amor e perdão

Diria que esta terceira visão,como a primeira,tem pouco espaço na próxima era.Um dos motivos é a limitação de entendimento.O outro é como limita no engrandecimento humano.O ultimo,é que notei como muitas religiões usam deste meramente como método de agradar as massas,algo que não vai longe