É segunda poética
Do Além
(Antônio Nobre)
Pudesse o nosso olhar, vagueando os ermos,
Ver através da própria soledade
A expressão luminosa da Verdade,
E da luz da Verdade não descrermos...
Preocupar-se aí, porém, quem há de
Com o problema de sermos ou não sermos,
Pois que o ardente desejo de o sabermos
É sempre o anelo falso da vaidade?
Peregrinos da dor, na dor andamos
Sem que a nossa miséria se desfaça
No escabroso caminho onde marchamos,
Seguindo a alma nos sonhos iludida,
Até que a dor unindo-se à desgraça
Descerre os véus que encobrem outra vida.
No poema acima temos gente que deseja o paraíso,se não viver nele,ao menos,que a veja.Descreve o mundo físico como dificuldade e o sutil como misterioso,com o desejo de conhece-lo expressão da vaidade.Ele termina apenas com a promessa de mais trabalho ate a morte,mas não como sofrimento,mas como a libertação
Outro dia estava ouvindo reclamações sobre preço de tudo,salario e tempo trabalhando.Em outro dia estava vendo "tempos modernos(Charlie Chaplin)",aonde os primeiros segundos tem cena de gado sendo seguida de humanos em um constante absurdo trabalhista ao qual estamos andando.Em outro dia,vejo a jornada de continuar tentando prosseguir
Não sou fatalista ou otimista cego,sou realista com aceitação de que tenho de me agarrar as pequenas coisas pra conseguir seguir um pouco mais adiante.A vida não é fácil,mas se perder em desespero e lamentações não ajuda.Tenha o tempo de diversão e rizadas,mas sem a ansiedade que não deveria ter espaço ali
Vá um passo por vez,mesmo que pela promessa de paraíso ou recompensa divina em terra,mas siga.Se planeje e aprenda com o que a vida oferecer,seja a ser rico materialmente ou se elevar espiritualmente


