É segunda poética
Almas sofredoras
(Antero de Quental)
Passam na Terra como as ventanias,
Ou como agigantadas nebulosas
Provindas de cavernas misteriosas,
Essas compactas legiões sombrias;
Turbas de almas escravas de agonias,
Com que andei entre queixas dolorosas,
Ao palmilhar estradas escabrosas,
Entre as noites mais lúgubres e frias!
Oh! visões de martírios que apavoram,
Miseráveis Espíritos que choram,
Sob os grilhões de rude sofrimento!
Orai por eles, bons trabalhadores
Que estais colhendo sobre a Terra as flores
De um doce e temporário esquecimento.
Dizem que pra ver gente enlouquecida pelos próprios defeitos e amarguras basta sair de casa e ter uma conversa ou se olhar no espelho
Eu já tinha visto muito espiritualista dizer que fora do corpo,mundo espiritual e entre encarnados temos tolos sem consciência do mundo interno e externo,agindo como sonâmbulos por conta da nevoa de ilusão
Parece que o budismo estava certo sobre a ilusão da matéria,de como a alma esta presa em uma roda de encarnações por conta das ilusões e a verdadeira vida estaria na libertação da ilusão(não da encarnação em si)
Lembrando,não somos santos,mestres ou guros pra guiar alguém.Foque em si e já terá anos,decadas e vidas pra se manter ocupado em esforço pesado


