segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 8


No decimo primeiro capitulo temos o segundo personagem que Pequeno principe conhece em suas viagens,o vaidoso

O personagem quer elogios,nem ouve outra coisa que não o sejam e vê todos não como pessoas,mas como meras fontes de elogios.Para ser o melhor se enfiou em um planeta solitário.O Pequeno Príncipe saia pensando no quanto "pessoas grandes" são bizarras


Este é tão louco e solitário quanto o anterior,um sinal claro do quão desagradável pessoas desse tipo o são.Entretanto,isso se torna vantagem as ilusões do louco,pois assim seria o numero 1 em tudo no mundo

A vaidade da rosa,mostrada antes,era meramente amor próprio.Aqui temos o oposto,o que não reconhece nada e nem ninguém


Gostaria de acrescentar algo que não escrevi ate agora:

Se não perceberam,os mundos,tão pequenos e pouco habitados que o são,nada mais são do que uma extensão dos personagens,uma representação do que são

O planeta do Pequeno Príncipe tem muito dele,de plantas gigantes a bela rosa que brotou.O rei nada mais é do que um trono e manto fino a ocuparem todo espaço.O vaidoso é o vazio de um lunático que vê apenas a si mesmo

Sinto por não ter escrito sobre este ponto e irei tentar destaca-lo futuramente

Entendimento de Deus


É segunda poética


Incognoscível 

(Antero de Quental)

Para o Infinito, Deus não representa

A personalidade humanizada,

Pelos seres terrenos inventada,

Cheia, às vezes, de cólera violenta.


Deus não castiga o ser e nem o isenta

Da dor, que traz a alma lacerada

Nos pelourinhos negros de uma estrada

De provação, de angústia e de tormenta.


Tudo fala de Deus nesse desterro

Da Terra, orbe da lágrima e do erro,

Que entre anseios e angústias conheci!


Mas, quanto o vão mortal inda se engana,

Que em sua triste condição humana

Fez a essência de Deus igual a si!




Falar de Deus é algo tremendamente complicado,pois é parte central da fé de quase todos,fé que,geralmente,não é racional e nem aberta a dialogo,infelizmente


Temos,de um lado,a versão de Deus tremendamente humanizada que foi criada Idade Media.Um método de tentar aproximar o divino do humano,visto que,a maioria não entendia bem o "tema da conversa".Mas,foi no sentido errado,não só não ajudando a engrandecer pessoas,como dando entendimento errado e ainda tirando o medo,que era o que mantinha o controle da população

Temos um Deus que não quer que pessoas "rezem do jeito errado",não estejam na "religião errada","que é citado mais ao punir indivíduos e povos do que pra amar e guiar.Quando Friedrich Nietzsche disse "Deus esta morto" ele falava que não havia mais espaço na era que viria a uma entidade vaidosa e de amor próprio frágil,pois o ser humano seria bem mais avançado do que a sociedade que necessitava dele pelo entendimento limitado


De outro lado,temos um Deus mais "transcendente",algo que aparece mais frequentemente em cultos como espirita e umbandista,mas presente em outros de maneira mais isolada pelo entendimento.Aqui não é uma figura física e nem isolada em templos,mas em todos os lugares e pessoas

Neste temos um guia,um mentor,um amigo,um pai e mãe.Alguém que não força,apenas direciona sutilmente com paciência dando inúmeras chances aos erros,nos vendo como crianças limitadas aprendendo

Podemos usar termos complexos,como "Único","Indivisível",Eterno","Infinito",etc...Mas,mesmo estes são limitados pelo entendimento racional que temos e superficiais ao Todo


Temos o oposto da primeira,um pai molenga e que mima,um "Deus vai perdoar" sendo dito frequentemente por gente que não se indireita.Ele não o é,pois pode não ser uma figura de ódio,mas ensina responsabilidade,de que justiça e dever estão em igualdade com amor e perdão

Diria que esta terceira visão,como a primeira,tem pouco espaço na próxima era.Um dos motivos é a limitação de entendimento.O outro é como limita no engrandecimento humano.O ultimo,é que notei como muitas religiões usam deste meramente como método de agradar as massas,algo que não vai longe

domingo, 2 de agosto de 2026

A paz interna contagiante

Pra fazer do mundo um lugar melhor,comece com seu interior.Não se suje internamente esperando que o mundo fique limpe,mas espalhe a limpeza em você em uma purificação que vai além

Sei que parece,em uma visão  material,impossível e ate ilógico.Entretanto,o alcance que temos é o resultado de esforço em inúmeras encarnações,ate que se torne uma força de mudança natural

Sim,nem todos vão ver isso como algo bom e útil,mas costumes são contagiosos e pode ir afetando aos poucos sem se notar


É estranho como muitos desequilibrados não conseguem entender quem esta em paz.Sei que tem gente que só esta expressando o que sente,seja bom ou ruim,e espera que outros tenham a mesma sensação emocional que ela,eu sei,já vi gente que não podia ver outros felizes quando estava mal ou triste quando estava feliz,uma ilógica emocional que não consegue ver o que outro sente como natural

Sim,é desagradável quando sua liberdade do que sentir não é respeitada,mas tomemos cuidado de não expressar o mesmo em uma busca de "calma forçada".Busquemos ser exemplo ao inves de ditadores

sábado, 1 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 7

No capitulo 10 temos o primeiro personagem do inicio da jornada do Pequeno Príncipe,o rei

Temos um homem sozinho em um trono de planeta vazio.Com pompa exagerada,que vê tudo e todos como servos a lhe obedecerem,literalmente

A ingenuidade faz com que o Pequeno Príncipe acredite nas ilusões do monarca,ao menos,inicialmente.Depois de uma única desculpa,percebeu o furo de logica.O velho tentava comprar com títulos vazios,tudo a manter e controlar pessoas

O príncipe partiu,deixando novamente sozinho o homem que se pôs em um pedestal e achava que todos seriam como ele,loucos por títulos e influencia


Aqui temos o simbolismo da arrogância e ilusão de poder,algo que não teve chance diante da logica pura e sem noções sócias a guia-lo

Já perceberam que a variação de poder que uma pessoa pra outra tem é meramente o que damos a ela?

O seu chefe é um cretino?Cruzar os braços em greve costuma o fazer notar que ele não é dono de ninguém,que gritar e ameaçar de varios modos tem limites baseados na importância que lhe damos.Este é um dos exemplos mais clássicos que se tem

O dinheiro é meramente um pedaço de papel e uns de metal,talvez um numero em uma tela.Mas,por ele nos curvamos e sacrificamos muito mais tempo do que devíamos pra manter um emprego

Tal qual a antiga realeza costumava se justificar pela divindade,fosse se dizerem parentes de figuras religiosas/mitológicas ou a dizer que Deus os fez nascer ali,temos os políticos atuais buscando inúmeras desculpas.Parece absurdo o que digo,mas se não fez um bom governo,tem logica ser tirado antes da hora,independentemente de ter sido eleito por maioria de votos ou não

Observe o que há por trás de cada argumento de justificativa de poder e verá buracos que nunca notou


Outra boa obra pro tema seria "Conan,,o bárbaro",um brutamontes "selvagem" fazendo inteligentes criticas sociais a civilização que ainda vivemos(sim,ele é intelectual nascido entre brutamontes)

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cuidado com o que é dito com emoção

É sexta da piada.Este é um complemento do post de ontem


Não acredite no que dizem os apaixonados.Eles não são movidos a palavras

("Declarações de humor",Luís Pimentel)


Já viram novelas?É uma piração de enredo,geralmente por dinheiro,poder e por paixão

Seja aqueles enredos de brigas ou declarações exageradas,ambas são desequilíbrio.Nada daquilo é aquele amor cultivado com cuidado por anos,fases boas e ruins a forja-lo,apenas uma serie de eventos absurdos e visuais pra entreter

Por que estou falando disso?É por conta que a maioria das pessoas não sabe a diferença entre "amor" e "paixão",se deixando levar por enredos exagerados e mirabolantes


Estamos nessa vida pra aprender,crescer e pagar uns "problemas" que "surgem".Não é pra evitar emoções,mas também não é pra se entregar a desvarios

Os ensinos budistas foram mais do que bons aqui,avisando sobre a calma e observação das emoções,ações com sabedoria e fala com cuidado

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 6

Irei abordar mais capítulos


Aqui o oitavo:

A descrição do encontro da rosa é romance no sentido mais magico.Ele descreve como todas as flores eram iguais e sem-graça.Ele descreve a demora vaidosa pra aparecer desde semente.Da irritação incomoda de sua personalidade arrogante e seu jeito manipulador

Após um tempo de convívio,o Pequeno Príncipe parte.No trajeto,entende que a julgou mal.Deveria ter observado atos de perfumar o mundo,a ternura por trás das artimanhas


Observem como o drama romântico surge,não amor doce,mas paixão ingrata.Observem um dos maiores símbolos do feminino.Observem como ele se culpou,não de covardia,mas de ignorância

Após uma jornada,ainda não contada,começou a entender o que estava além da paixão,um amadurecimento pessoal que lhe rendeu um amor,a compreensão do que já carregava plantado no peito


No nono:

O Pequeno Príncipe se prepara pra partir.A flor se desculpa sem pedir pra que ficasse,apenas pra que ele fosse feliz.Ela se culpa pela situação de ignorância tanto quanto ele

Começam a falar,ela quer o contato com a natureza sem a defesa da redoma,apresentando que precisa de lagartas pra ter borboletas


Isso não foi um fim pacifico,mesmo sem brigas no final,foi um drama sobre romance e crescimento.Eles apresentam o símbolo da transformação da lagarta juntamente com o sofrimento de ter parte sua devorada pra que o mundo se tornasse mais belo


Junte tudo.Os erros,sendo assumidos sem desculpas.A transformação de quem usa as raízes pra ficar plantado e quem usa das pernas pra uma jornada

Diria que esse é o trecho inicial pra um romance que fica a fundo no livro,mas que move toda trama.É uma brilhante obra,só com esse trecho,que dá uma lavada em muitas produções

Diria que a maioria não entendeu e nem soube expressar o amor como essa obra com ares de livro infantil

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Geral não esta sabendo o que faz

Quando um filosofo fala da ignorância humana eu sinto que é difícil de contra argumentar

Eu estava estudando a passagem do império romano de perseguidor pra cristão e senti a bagunça em um nível que a animação "os Simpsons" deveria fazer um episodio inteiro.Pra mostrar o que digo,irei ilustrar a questão da passagem e os dias atuais

Primeiro,temos o imperador.O cara dizia ser um protetor da religião e seus crentes,mas não era batizado,com tudo indicando,mesmo com a versão que a igreja católica deixou,que ele não tinha bom planejamento,com algumas versões discutindo se era boa intenção.O suposto fim da perseguição legalizada não resolveu todos os problemas,como enredos de temática politico parecem que vão ser,mas deram uma temporada ou serie totalmente nova da fase a frentw

Segundo,a desunião na igreja.Estranhamente,se tivesse carisma e sofisma,dava pra agir como se mandasse na bagunça.Pra ter uma ideia,distorcer os ensinos cristãos era rotina,fosse ignorância ou conveniência

Terceiro,ainda mais de desunião na igreja.O povo que acovardou sob ameaça de tortura e morte não era pouco,agora tendo o estigma da perseguição de outros cristãos,como se Jesus não tivesse falado de oferecer a outra face e Pedro não tivesse se redimido no trabalho no lugar da punição

Quarto,o gerenciamento.A noção de cristianismo antes era ensinar e praticar as escondidas,mas depois do imperador se meter se tornou uso de fundos,que agora era muito,pra igrejas e templos exagerados,com direito ao Papa da época lutar pra que uma parte fosse pra quem precisasse

O povo que entrou depois era afetado e mais afetado pela bagunça que virava pelo poder mundano,sendo difícil de lidar com a expansão acelerada,muitas vezes forçada,e sem substancia que acontecia.Não a toa que interesseiros brotaram


Agora,que já tá bom,vejamos a nossa sociedade:

Temos gente em todo tipo de grupo,do religioso ao politico,do familiar ao trabalho,que acha que sabe o que faz,ate discute com outros que tem tanta falta de experiência e feitos que este

As brigas por como o mundo devem funcionar só o travam,especialmente por isso tirar de si mesmo a força pra cuidar da própria vida

O povo que age como se mudanças fossem ruins sem rever a situação.De como quem grita "é o fim do mundo" é o que menos faz.De como resistência a mudanças,que costuma ate pedir,é mero comodismo pra não encarar a realidade que tem de lidar


Passamos por momentos históricos no passado.Sobrevivemos a maioria,encarnamos em mundos melhores e seguimos em frente.O que encaramos hoje são mudanças dolorosas justamente porque não sabemos como lidar por conta da ignorância