É segunda poética
Ciência ínfima
Antero de Quental
Onde o grande caminho soberano
Da. Ciência que abriu a nova era,
Investigando a entranha da monera,
A desvendar-se no capricho insano?
Ciência que se elevou à estratosfera
E devassou os fundos do oceano,
Fomentando o princípio desumano
Da ambição onde a força prolifera...
Ciência de ostentação, arma de efeito,
Longe da Luz, da Paz e do Direito,
Num caminho infeliz, sombrio e inverso;
Sob o alarme guerreiro, formidando,
Eis que a Terra te acusa, soluçando,
Como a Grande Mendiga do Universo!...
Não é de hoje que a sociedade destaca seus avanços científicos,seja o total ou apenas os recentes,como uma maravilha.O poema acima destaca a falta de foco na moral,em especial no desenvolvimento e uso dessa dita ciência
Vimos tantas pessoas na historia a usarem de modo terrível da ferramenta do conhecimento.De usar de química pra desenvolvimento de venenos no lugar de remédios.Mecânica pra maquinas de guerra no lugar de transportes que unam os povos.Do uso de energia nuclear pra morte ao inves de energia a sociedade
Posso ir mais longe,com ciência da psicologia cada vez mais pesquisada pra manipulação e markting ou publicidade pra controle de massas e aumento de atenção.Mas,não preciso
Diria que a conclusão dos sábios estava certa,de que a busca interior pode ser mais útil,profunda e significativa do que a ida as estrelas e observação dos átomos

