É segunda poética
Ao mundo
(Antônio Nobre)
A Terra é o vasto abismo onde a alma chora,
O vale de amarguras do Salmista,
Lodoso chavascal onde se avista
A podridão dos vermes que apavora.
Mas, para os grandes bens, para que exista
A perfeição da luz deslumbradora,
Precisamos da carne que aprimora
Com o camartelo mágico do artista.
Terra, tranquilamente eu te abençoo...
Porque da tua dor alcei meu voo
Para a mansão das luzes opulentas;
Teu rigor nos redime e nos eleva;
Mas és ainda o cárcere da treva,
Triste mundo de chagas pustulentas!
O poema acima começa a reclamar do mundo,como que a mais expor do ponto de vista material e tolo da vida do que a indicar que não é ambiente perfeito.Em pouco tempo já fala de modo sábio e espiritual do mundo,chegando,em seguida,a louva-la
Gostaria de apontar como no fim do poema,aonde ressalta que ainda é lugar de trevas,que não se trata de contradição,mas apenas o ambiente que precisamos a seguir em frente
A escola da vida é o que temos,o que precisamos.Se fosse feita nossa vontade,no lugar da do Pai,não teríamos um mundo justo e nem o que merecemos

