sábado, 29 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 18

No vigésimo sexto capitulo temos a resistência do piloto a separação.Sei que tem gente que faz leitura dessa parte,aonde ele fala de partir com "ajuda" de uma serpente,como suicídio,mas creio que se trata do simbolismo da separação poder ser morte ou distanciamento,sendo algo diretamente indicado pela obra com o Pequeno Príncipe falando explicitamente que não estaria morto

É nesse trecho que o Pequeno Príncipe,mesmo com medo,repassa toda sabedoria que havia trazido.Diz que as estrelas e a agua serão lembranças,de que amará o convívio com estas

Quando o aviador mais aceita do que se acalma,o Pequeno Príncipe tem tempo pra si,fala de como as estrelas seriam poços a ele do mesmo modo que seriam guizos risonhos a ele,foi só aqui que ele chora com a separação


No vigésimo sétimo capitulo,o ultimo,o narrador conta que se passaram 6 anos.É nesse ponto que ele confirma ter conseguido voltar pra civilização e que não havia corpo.O Pequeno Príncipe realmente não deixou traço material pra trás

Ele ainda acrescenta um fator,a mordaça que desenhou ao carneiro tinha um problema que não percebeu,de que o Pequeno Príncipe precisaria ficar atento em vigiar o carneiro e não esquecer da redoma.Haveria um drama de suspense constante

Um ultimo desenho,aonde ele mostra o ponto de chegada e partida da pequena entidade e pede pra quem passar pra que aproveite ambiente,de que o chame se o encontrar


Essa saga foi bela,apresentou sua base de encontro místico,lições que iam além do mero fenômeno e utilizou dessas lições pra resolver o ultimo desafio

Espero que ela tenha apresentado algum ponto de mudança a quem acompanhou comigo,de olhar pro mundo de modo mais belo,mas sem ignorar os pontos de critica

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Corte laços

Se ame ficando longe de gente toxica
 

É sexta da piada


Foi um marido tão ruim que a única coisa que a ex-mulher exigiu na justiça foi distancia

("Declarações de humor",Luís Pimentel)


Tem uma lição na espiritualidade que a maioria não entende,de que odiar ainda é um laço,de que reclamar e viver no passado é se prender a algo que deveria se afastar

Ame o mundo e suas pessoas.Se for maltratado perdoe.Se não é feliz aonde esta,mas se ama,a passagem será simples.Se os laços não se cultivarem eles se romperão sozinhos

Se for desprezado antes e após se separar,sua consciência dirá se deve algo,se ainda existe conexão da sua parte.Se não houver,ate mesmo a outra pessoa,que crê te odiar,não vai poder nada

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 17

O aviador vivia um momento magico com a simples busca por agua,de tomarem de um balde do poço e o banal parecer magico

O Pequeno Príncipe menciona diversas vezes como o homem é perdido,de como cultivam 5 mil rosas em um jardim procurando o que 1 única poderia entregar.A lição é sobre procurar com o coração,não com os olhos

É nesse ponto,quando a sintonia com a entidade da pureza é mais do que firme,que a historia começa a migrar pra dificuldade da separação.Seja por te sido cativado ou lições sobre estado de espirito passadas,a hora se aproxima


Aqui temos mais do que um mero escalonamento de enredo para fim de livro,temos uma lição sobre lições.Aqui a obra encaminhou o narrador,o aviador,pra reflexão constante que o permitiria viver entre os demais sem se reduzir ao nível deles,mas pra isso,primeiro deve se afastar dessa historia toda

O homem que os primeiros capítulos apresentaram como diferente dos demais cresceu com uma aventura sobre ver beleza e a busca por objetivos,que deve agora seguir em frente

Quem de nós teve nos relacionamentos,na religião ou diversões e deveres da vida esse tipo de acontecimento?Quem se cativou e mudou quem era pra melhor?A busca acabou?Você esta mesmo bem do jeito que esta?

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Saber do que fala

Você que gosta de falar com amigos,não importando muito de que assunto seja,deve saber a importância da responsabilidade ao divulgar informações corretamente.O conhecimento é bom karma e espalhar informações falsas,mesmo que sem querer,é karma negativo e responsabilidade pelas pessoas que aprenderam

Pode rolar como na tirinha,uma memoria "imprecisa",ou mesmo ser um achismo sem muita pesquisa ou pesquisa de má qualidade

Podemos ate discutir o que pessoas "virtuosas","moralmente corretas","donas da verdade" e "que sempre tem um conselho pra dar" como parte do assunto.Eles entregam um senso de "regra universal" a todos,com doses de hipocrisia e adaptações pessoais de regras sociais conhecidas,frequentemente

Tenha responsabilidade com o que fala.Tente abrir pensamentos e discutir temas sem dar verdades definitivas,apenas a busca filosófica por respostas,algo que pode ajudar com quase todas as áreas do conhecimento

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Dia do soldado

Hoje é dia do soldado.Quero aqui colocar minha homenagem em palavras,mas não apenas as forças armadas como as policiais

Não estamos,infelizmente,em uma fase em se que pode resolver tudo com dialogo.Ainda precisamos,e com frequência exagerada,recorrer ao uso de força bruta e ameaça pra não precisar ir além reprime o que pode se tornar desastre

A educação da sociedade e alma nos permitira que não precisemos de uma força legal violenta,pra isso o apoio na mudança é necessário por parte de todos

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

8 anos

Senhoras e senhores...não é 22/07/26.Sim,eu esqueci,isso acontece ocasionalmente.Foi mais de 1 mês dessa vez e não sei dizer qual minha media

Gostaria de agradecer acessos e apoio.Espero poder continuar trazendo conteúdo e a melhor qualidade que puder

Porta do paraíso

É segunda poética


Quadras de um poeta morto 

(Antônio Nobre)

Coração, não vos canseis

De bater... que importa lá?

Porque os amores fiéis,

Nem a morte os vencerá.


Ó figuras de velhinhos

Que andais dormitando ao léu!

Como são belos os Linhos

Que vos esperam no Céu!


Dizem que os mortos não voltam...

Voltam sim. E por que não?

Os corpos daí nos soltam,

Como às aves o alçapão.


Nem gritos e nem cantigas

Entre vós que à noite andais;

As almas das raparigas

Inda sonham nos choupais.


Nas grandes mansões da morte

Inda há romance e noivados,

Venturas da boa sorte,

Corações despedaçados.


Quem riu ontem, quem ri hoje,

Nem sempre poderá rir...

Um dia o riso lhe foge,

Sem que o veja escapulir.


Riquezas, que valem elas

Se estão na sombra ou sem luz?

Tesouro são as estrelas

Da bondade de Jesus.


Pode-se amar o veludo

De uns olhos e os brilhos seus,

Porém, acima de tudo

Devemos amar a Deus.


Vós que amais a luz da Lua,

De vossa alma abri as portas

Para. os fantasmas da rua,

Que choram nas horas mortas.


Pensei que a. morte era o fim

Das ânsias do coração;

Contudo, não é assim...

Nem pó e nem solidão.


As vezes acham-se fojos

Onde há música e festins,

E há muitos cardos e tojos

Entre as flores dos jardins.


Se eu pudesse, estenderia

Minhas capas de luar,

Sobre os filhos da agonia

Que andam no mundo a penar.


A morte só pode ser

A vida risonha e pura,

Para quem a padecer

Vive aí na sepultura.


Mal vais, se vais caminhando

Na ambição de ouro e glória;

Nesse mundo miserando

Toda ventura é ilusória.


Chorai! chorai orfãozinhos,

Vossas dores amargosas:

Achareis noutros caminhos

As vossas mães extremosas.


Deixa cantar, ó menina,

Teu coração sonhador...

No sepulcro não termina

O novelário do amor.


Um anjo cheio de encanto

Vive sempre com quem chora,

Guardando as gotas de pranto

Numa urna cor da aurora.


No Universo há céus profundos,

Cheios de vida e esplendor,

Um céu é um ninho de mundos,

Um mundo é um ninho de amor.


A caridade é a beleza

De um divino plenhlúnio,

Luz que se estende à pobreza,

Na escuridão do infortúnio.


Aos mendigos desprezados

Não ridicularizeis,

São senhores despojados

Dos seus tesouros de reis.


Aqui, a alma inda espera

O alguém que na Terra amou,

O raio de primavera

Que aí jamais encontrou.


Há quem faça aí mil contas,

Que os interesses resuma,

Mas morrem cabeças tontas,

Sem fazer conta nenhuma.


Tecei sonhos, fiandeiras,

Oh! almas enamoradas,

Vivei aí nas clareiras

De luzes alcandoradas.


Ah! que sinto aqui saudades

Das noites de São João,

Sonho, estrelas, claridades,

Cantigas do coração.


Na minha vida de agora

Não canto as festas louçãs,

Naquelas toadas de outrora

As moçoilas coimbrãs.


Acompanha-me a tristeza

Das saudades, por meu mal;

Minha terra portuguesa! ...

Meu querido Portugal! ...



Neste texto temos outra poesia sobre a morte

Em um ponto fala de idosos e casais apaixonados,sempre a fazer promessas do futuro.A morte é sempre separação temporária e não lamento eterno.O que parecia perpetuo é apenas oferta de reflexões sobre a vida que temos

Em outro compara as riquezas ilusórias da matéria com o sofrimento que tantos dramatizam,com este ultimo sendo a verdadeira gloria.Geralmente se louva e respeita o brilho do luxo,sem saber que uma alma sendo forjada pode ser ainda mais bela do que o ouro

Não poupa símbolos grandiosos de estrelas e do universo para falar da grandeza das virtudes e a imortalidade da alma.O autor não perdeu a chance de mencionar toda caminhada da alma,de como a maior,mais distante e complexa seria mero comparativo

Termina falando de tempo e das saudades da matéria,de tudo que viveu e quem conheceu.Ele não esta desprendido,ainda é muito humano,tanto quanto nós todos,ate deixa claro que não é mais a mesma pessoa e fala exemplos dessa diferença,mas ainda tem laços a lhe dar forças