No decimo terceiro capitulo temos um personagem que já havia sido citado anteriormente,o homem de negócios
Há semelhança do rei.Este homem sente necessidade de algo pra se validar,aqui não é reinar ou títulos em si,mas a posse.Ele se diz rico,tudo que olha,no caso estrelas,é sua propriedade
O Pequeno Príncipe fazia perguntas já o comparando ao bebado,ouvindo uma logica de mercado sobre ser dono de ideia de possuir estrelas enquanto a pequena entidade questionava a ideia de ser dono de algo que não se desfruta
Antes de sair,o Pequeno Principe fala de como era útil as coisas que possuía ao cuidar de vulcões e flores,mas o homem de negócios era uma existência administrativa vazia por ser,ironicamente,inútil
Lembram dos números no começo do livro?O personagem queria numerar suas "posses",dar um valor pra tudo,assim validando seu próprio esforço e existencia pela posse.É algo,infelizmente,comum.Muitas pessoas tentam validar a exaustão com tamanho do contracheque ou valor do carro,só a nivel de exemplo
A noção de posse do supérfluo e do exagerado são abordadas aqui com toda a estranheza filosófica e poética que ninguém costuma se perceber.Em uma sociedade de consumo em extremos narcísisticos,esse é um dos trechos que mais merecem uma palestra inteira
Quanto que fortunas,terrenos,negocios e objetos são mesmo nossos?Quanto estamos iludidos pelo apega em busca de validação de nossas vidas?O quanto passamos ao absurdo de sermos posse ao inves de humanos a aproveitar da vida?
