Um dia,eu fazendo meus afazeres,eis que passava o filme "Dora aventureira" na televisão.Eu olho pro lado e faço olhar "vão assistir isso mesmo?",minha resposta foi o olhar "pelo visto eles vão",nisso tive de ficar no mesmo ambiente desse filme
Pra não me incomodar(tanto),decidi fazer o que faço de melhor,filosofar e me aprimorar.Com o pouco que vi do filme(graças a Deus sai de lá)consegui um material a compartilhar
A protagonista do filme era uma garota no meio da adolescência que não sabia fazer interação social alguma.Ela teve crise por ser "diferente demais",terminando sozinha,tudo enquanto dizia "preciso ser eu mesma"
Eu vejo tantas aplicações erradas dessa frase,"seja você mesmo",que chega a doer.Se tem algo que aprendi com estudo e tentativa e erro é que "ser você mesmo" daria um livro de conteúdo de convívio consigo e com outros
Tentarei resumir,mesmo que tenha de recorrer um tanto as bizarrices do filme
Quem já estudou Jung sabe o que é "persona",esta é uma "mascara social" usada em determinados ambientes e relacionamentos.Todos temos muitas e podemos nem notar como vivemos essa convenção social
Essa mascara não é realmente uma "mentira",mas um de muitos lados do seu eu,algo como uma linguagem usada pra se comunicar com um estrangeiro.A mentira seria acreditar ser limitado por essa "mascara",como a mascara de "pessoa da elite social","pesquisador inteligente e importante","de velho","de religioso",etc...
Pelos exemplos que dei,fica fácil perceber como muitas pessoas se deixam levar pela visão limitante de si mesmo e da que outros tem.O "esperado" pode se tornar uma grande limitação a quem se é,mesmo quando sozinhos,entre entes queridos com anos de convivência,quem dirá entre desconhecidos.Isso vai contra o crescimento e autoconhecimento
Quem se conhece de verdade não mente a sua essencia.Se trata de se ajustar ao ambiente sem ser absorvido por mentalidade de grupo,de traduzir a linguagem comum desse ambiente.Se,por exemplo,tentam envolver em um crime saberá dizer "não"
Se não esta em ambiente propicio a determinado assunto,mesmo que de leve,fica em silencio.Atualmente as bolhas sociais são tão subdivididas que fica fácil ser limitado e ate esquecer quem é e de crescer
Uma obra que demonstra melhor o tema,aonde se ilude sobre quem se é,do que esse filme,esta em um dos livros que já abordei anos atras em um post
Salvo engano,se trata de obra de Machado de Assis,peço sinceras desculpas por não conseguir me lembrar em plenos detalhes de tudo
Se tratava de um militar recém-ordenado.Todos o chamavam de seu novo titulo importante e lhes prestavam todo tipo de respeito.Eis que ele,certo dia,não mais conseguiu ver seu reflexo no espelho se não estivesse com o uniforme
Era um conto sobre perder a percepção de si por conta,neste caso,de um titulo e de como outros lhe chamavam e tratavam

Nenhum comentário:
Postar um comentário