segunda-feira, 1 de junho de 2026

Origem

É segunda poética


Deus

(Antero de Quental)

Quem, senão Deus, criou obra tamanha,

O espaço e o tempo, as amplidões e as eras,

Onde se agitam turbilhões de esferas,

Que a luz, a excelsa luz, aquece e banha?


Quem, senão ele fez a esfinge estranha

No segredo inviolável das moneras,

No coração dos homens e das feras,

No coração do mar e da montanha!


Deus!... somente o Eterno, o Impenetrável,

Poderia criar o imensurável

E o Universo infinito criaria!...


Suprema paz, intérmina piedade,

E que habita na eterna claridade

Das torrentes da Luz e da Harmonia! 



Me lembrei de um trecho do filme espirita "O Filme dos Espíritos" aonde um simples pescador explica Deus ao filho

Primeiro ele pergunta pro garoto quem fez o barquinho que tinha acabado de terminar.Depois questiona se quando ele morresse se ia deixar de ter sido ele quem fez.Termina apontando pro mundo em volta,de como era possível ver o criador na obra


Acrescento que os ditos pontos obscuros da vida não são prova de que Deus é ruim,mas de como suas criações faltam em amor e sabedoria pra criar e observar a existência,os caminhos que levam ao Pai