segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Em direção a redenção

O primeiro passo de muitos a nos levar muito além


É segunda poética


RENDIÇÃO

Perdoa-me, Senhor, se estou cansada

De meus sonhos falidos,

Longe de ti, vagando, estrada a estrada,

Nas muitas quedas de meus tempos idos.


Jesus, se posso ainda despenhar-me

Na treva em que o passado me envolvia,

Que a tua previdência me desarme

Qualquer inclinação á rebeldia.


Se ainda posso afundar-me em desalinho,

Replantando ilusões pra frutos amargos,

Não me deixes a sós, nos passos do caminho,

Conserva-me no chão de meus próprios encargos.


Se agindo ou imaginando, estiver a ferir

Nos gestos sem razão de que ainda me valho,

Guarda-me no dever sem meios de fugir

À escravidão bendita do trabalho


Nas construções verbais a que me entrego

No anseio de encontrar tarefas benfazejas,

Não consintas que eu diga as sombras que carrego,

Induze-me a falar, conforme o que desejas.


Quando vacile ou tente desertar

Da luz bendita com que me renovas

Não me deixes sair de meu justo lugar,

Mesmo à custa de crises e de provas.


Despoja-me, Senhor, da sombra que me enlaça,

A minha teimosia chega ao fim,

Consente-me entender o que queres que eu faça,

Ajuda-me, Senhor, a esquecer-me de mim!...



O que mais senti nesse poema é o cansaço da ignorância,erros e constante vida no mal,do desejo de ir pro bem,se redimir,de buscar a felicidade espiritual que o materialismo não pode oferecer

O Plano Superior nos oferece essa chance de nos redimirmos.O proprio poema mostra o interesse ir a ponto de pedir dificuldades que forem pra alcançar o objetivo,tal qual a parábola do mercador que vende tudo que tinha pela perola preciosa e perfeita

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