segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Mudanças da morte

Hora de ir


É segunda poética


Do meu porto.

(ALBÉRICO LOBO)

 Ao caro amigo M. Quintão 


Viajor vacilante e extenuado,

Depois de atravessar a sombra imensa,

Encontrei o país abençoado

Onde vive a celeste recompensa.


Adeus mágoas da noite estranha e densa,

Das angústias e sonhos do passado,

Não conservo senão o Amor e a Crença,

Ante o novo caminho ilimitado.


É doce descansar após a lida,

Banhar o coração na luz da vida,

Rememorando as dores que passaram...


E dos quadros risonhos do meu porto,

Rogo a Jesus conceda reconforto

Aos corações amados que ficaram!



Hoje trago mais conteúdo sobre morte,sendo que me pego vendo como é interessante o medo generalizado da morte ser mais tranquilo e ser bem menos estranhado a paz de espirito de quem fala do tema,antes tão polemico e quase proibido

Não foi fácil,foi um apoio enorme por parte do progresso da espiritualidade maior,tudo pra trazer o tema a luz do dia e sem o pessimismo mórbido ao qual recebia cores fortes.A razão?Por ser inevitável e o que ele nos lembra,o dever

Não termos corpos imortais não é lembrete de desespero,mas do compromisso com o tempo que temos.A vida não deve ser desperdiçada,se fossemos imortais ou apenas ignoramos a inevitabilidade da morte nos recorre o pensamento "há tempo",sempre deixando pro amanha,mesmo quando urgente

A morte ainda será um lembrete de urgência a muitos por ai,agora e no futuro.Esta nos dará o entendimento do trabalho e,com ele,um mundo melhor

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