sábado, 8 de agosto de 2026

Analise de obra: o pequeno príncipe: parte 10

No decimo terceiro capitulo temos um personagem que já havia sido citado anteriormente,o homem de negócios


Há semelhança do rei.Este homem sente necessidade de algo pra se validar,aqui não é reinar ou títulos em si,mas a posse.Ele se diz rico,tudo que olha,no caso estrelas,é sua propriedade

O Pequeno Príncipe fazia perguntas já o comparando ao bebado,ouvindo uma logica de mercado sobre ser dono de ideia de possuir estrelas enquanto a pequena entidade questionava a ideia de ser dono de algo que não se desfruta

Antes de sair,o Pequeno Principe fala de como era útil as coisas que possuía ao cuidar de vulcões e flores,mas o homem de negócios era uma existência administrativa vazia por ser,ironicamente,inútil


Lembram dos números no começo do livro?O personagem queria numerar suas "posses",dar um valor pra tudo,assim validando seu próprio esforço e existencia pela posse.É algo,infelizmente,comum.Muitas pessoas tentam validar a exaustão com tamanho do contracheque ou valor do carro,só a nivel de exemplo

A noção de posse do supérfluo e do exagerado são abordadas aqui com toda a estranheza filosófica e poética que ninguém costuma se perceber.Em uma sociedade de consumo em extremos narcísisticos,esse é um dos trechos que mais merecem uma palestra inteira

Quanto que fortunas,terrenos,negocios e objetos são mesmo nossos?Quanto estamos iludidos pelo apega em busca de validação de nossas vidas?O quanto passamos ao absurdo de sermos posse ao inves de humanos a aproveitar da vida?

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