É segunda poética,só que não.Eu soltei na terça pra homenagear o 7 setembro
Soneto
(Antônio Nobre)
"Quando cobrir-se o chão de folhas mortas
- Meu coração dizia em grave entono —
Extinguindo-se a vida que comportas,
Dormirás no meu seio o último sono...
E murmurava a alma — "Findo o Outono,
A Primavera vem por outras portas;
Não existe no túmulo o abandono,
Ou a dor amarga e rude em que te cortas."
Escutava essas vozes comovido,
Morto de angústia, morto de incerteza,
Aguardando o sol-posto, entristecido;
E além da amarga vida de segundos,
Ressurgi da tortura e da tristeza,
Sob os ares sadios de outros mundos!
Eu acabo me lembrando de um trecho da historia do filosofo Sócrates,aquele em que ele nota o choro dos amigos e discípulos quando ele esta morrendo
O filosofo foi tão simples e impactante que calou a todos.Ele questiona que se existisse algo após a morte ele estaria livre de sofrimento.Se não existisse não teria sentido se lamentar com inevitavel.Ele não temer o desconhecido resolveu toda questão no local de execução
Agora compararmos a cena descrita no poema como o que trouxe de Sócrates:
A descrição nos trás,do sofrimento da passagem e o que se encontra.O que me faz pensar se não foi a solução do "assustador misterio" o que realmente deu paz aonde todos temiam,tal qual foi a reflexão sem respostas finais de Sócrates
Não digo que respostas religiosas são o melhor pra todos.O primeiro motivo é que não tem como todos concordarem em gostar da mesma resposta,por isso tantas variações religiosas.Segundo,pela logica de precisar ver pra saber como é,o que nos leva novamente ao que Sócrates nos disse como melhor solução ser justamente parar de temer o desconhecido
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