segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A paz na continuação da vida

É Bezerra de Menezes


É segunda poética


Nada... 

(Antônio Torres)

Nada! ... Filosofia rude e amara,

Na qual acreditei, com pena embora

De abandonar a Crença que esposara,

— A minha aspiração de cada hora.


Crença é o perfume d'alma que se enflora

Com a luz divina, resplendente e rara

Da Fé, única Luz da única Aurora,

Que as trevas mais compactas aclara.


Revendo os dias tristes do Passado,

Vi que troquei a Fé pela Ironia,

Nos desvios e excessos da Razão;


Antes, porém, não fosse tão ousado,

Pois nem sempre a Razão profunda e fria

Alivia ou consola o Coração.




No poema acima temos a crença no fim de tudo com a morte,de como a dita frieza logica não deu paz alguma

Me lembrei de trecho do filme "Bezerra de Menezes",no qual o protagonista se recusa a debate com ateu provocador,dizendo após insistência que aceitaria se trouxessem pessoas que tivessem encontrado felicidade e paz no materialismo diante a lista de enredos a se cumprir


A matéria não é mais do que a passagem,é transitória.Justamente por ser transitória não rende mais do que sensações passageiras e não se deve esperar

Por aqui temos inúmeras experiencias,as quais podem ser uteis a alma.Mas,quando se olha exclusivamente do ponto de vista material,não há paz e nem respostas,por isso que tantos afirmam não haver nada além da materia.Aqui a solução esta em acabar com a pergunta

Diria que observar do ponto de vista da alma é bem mais libertador do que do ponto de vista exclusivo da matéria justamente pela caminhada interminável de incontáveis vidas

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