É segunda poética
Nada...
(Antônio Torres)
Nada! ... Filosofia rude e amara,
Na qual acreditei, com pena embora
De abandonar a Crença que esposara,
— A minha aspiração de cada hora.
Crença é o perfume d'alma que se enflora
Com a luz divina, resplendente e rara
Da Fé, única Luz da única Aurora,
Que as trevas mais compactas aclara.
Revendo os dias tristes do Passado,
Vi que troquei a Fé pela Ironia,
Nos desvios e excessos da Razão;
Antes, porém, não fosse tão ousado,
Pois nem sempre a Razão profunda e fria
Alivia ou consola o Coração.
No poema acima temos a crença no fim de tudo com a morte,de como a dita frieza logica não deu paz alguma
Me lembrei de trecho do filme "Bezerra de Menezes",no qual o protagonista se recusa a debate com ateu provocador,dizendo após insistência que aceitaria se trouxessem pessoas que tivessem encontrado felicidade e paz no materialismo diante a lista de enredos a se cumprir
A matéria não é mais do que a passagem,é transitória.Justamente por ser transitória não rende mais do que sensações passageiras e não se deve esperar
Por aqui temos inúmeras experiencias,as quais podem ser uteis a alma.Mas,quando se olha exclusivamente do ponto de vista material,não há paz e nem respostas,por isso que tantos afirmam não haver nada além da materia.Aqui a solução esta em acabar com a pergunta
Diria que observar do ponto de vista da alma é bem mais libertador do que do ponto de vista exclusivo da matéria justamente pela caminhada interminável de incontáveis vidas

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