segunda-feira, 9 de março de 2026

Enganos com que crescemos

É segunda poética


Depois da festa 

(ÁLVARO TEIXEIRA DE MACEDO )

Não te entregues na Terra à vil mentira,

Desfaze a teia da filáucia humana,

Que a Morte, em breve, humilha e desengana

A demência da carne que delira...


O gozo desfalece à própria gana,

Toda vaidade ao báratro se atira,

Sob a ilusão mendaz chameja a pira

Da verdade, celeste, soberana.


Finda a festa de baldo riso infando,

A alma transpõe o túmulo chorando,

Qual folha solta ao furacão violento.


E quem da luz não fez templo e guarida,

Desce gemendo, de alma consumida,

Ao turbilhão de cinza e esquecimento.



Sabe aquele ditado: "se todo mundo pular da ponte você pula também?".A verdade é que decisões tomados em grupo parecem mais certas,mas não são,é ilusão

Como exemplo(engraçado que acabou de me passar)é ver aqueles programas que o Silvio Santos fazia na virada do milenio.Tinha um que tinha 3 portas que representavam respostas a perguntas feitas,a multidão tinha de pegar uma das portas antes do tempo acabar.Era questão de tempo pra algum grupo grande se formar em alguma porta e grupos menores começarem a ter gente indo pra onde tinha mais gente,mesmo que fosse uma resposta obviamente errada


Tem um ensino budista que diz que a alma/Buda é um vaso,mas somos tão preenchidos por conceitos durante a vida que fica difícil identificar quem realmente é.A iluminação seria o processo de se livrar do que não funciona

Aconselho a seguir a dica do poema acima,de se libertar de crenças através de reflexão e esforço.É o melhor pra a alma,mas não apenas na morte como no agora

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