É segunda poética
Depois da festa
(ÁLVARO TEIXEIRA DE MACEDO )
Não te entregues na Terra à vil mentira,
Desfaze a teia da filáucia humana,
Que a Morte, em breve, humilha e desengana
A demência da carne que delira...
O gozo desfalece à própria gana,
Toda vaidade ao báratro se atira,
Sob a ilusão mendaz chameja a pira
Da verdade, celeste, soberana.
Finda a festa de baldo riso infando,
A alma transpõe o túmulo chorando,
Qual folha solta ao furacão violento.
E quem da luz não fez templo e guarida,
Desce gemendo, de alma consumida,
Ao turbilhão de cinza e esquecimento.
Sabe aquele ditado: "se todo mundo pular da ponte você pula também?".A verdade é que decisões tomados em grupo parecem mais certas,mas não são,é ilusão
Como exemplo(engraçado que acabou de me passar)é ver aqueles programas que o Silvio Santos fazia na virada do milenio.Tinha um que tinha 3 portas que representavam respostas a perguntas feitas,a multidão tinha de pegar uma das portas antes do tempo acabar.Era questão de tempo pra algum grupo grande se formar em alguma porta e grupos menores começarem a ter gente indo pra onde tinha mais gente,mesmo que fosse uma resposta obviamente errada
Tem um ensino budista que diz que a alma/Buda é um vaso,mas somos tão preenchidos por conceitos durante a vida que fica difícil identificar quem realmente é.A iluminação seria o processo de se livrar do que não funciona
Aconselho a seguir a dica do poema acima,de se libertar de crenças através de reflexão e esforço.É o melhor pra a alma,mas não apenas na morte como no agora

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