terça-feira, 24 de junho de 2025

Trabalhe

É segunda poética

MENSAGEM DA TERRA

O Homem que esmorecera no trabalho;

Deitando-se no chão por rebeldia,

Ao sentir-se infeliz e descontente,

De ouvido rente ao solo,

Escutou, de repente,

As palavras que a Terra lhe dizia:

-Sou tua mãe, a Terra! ... Ergue-te e anda!...

Não te magoes, meu filho, contra a vida,

Tudo o que Deus nos manda

É luz que aperfeiçoa...

A dor vem dessa luz que nos convida

Ao trabalho do bem que não se cansa

De criar a alegria e gerar a esperança...

Levanta-te, caminha, ama, serve e perdoa!...


Fita-me a pele desolada,

Fiquei ferida assim, ante os golpes da enxada,

Para que tenhas pão à mesa!...

Sofrer para ajudar é lei da Natureza!...


Deus pede que eu responda à injúria dos tratores,

Mais frutos produzindo, em braçadas de flores...

A quem me atire lama, lodo ou estrume

O Senhor determina

Que eu forneça mais verde e mais perfume,

Porque, segundo as leis da Bondade Divina,

De tudo quanto existe, o amor somente

É valor permanente

Do verme que se oculta em baixo nível,

A estrela que parece inatingível!...


Embora eu tenha o Céu por segurança e escolta,

Tenho milhões de filhos em revolta

E, às vezes, eles mesmos se exterminam

Em conflitos sangrentos,

Mas nunca sabem de meus sofrimentos,

Porque, sou mãe vivendo aos sóis no Espaço,

E a todos acalento em meu regaço.


Deus é Pai que jamais, amaldiçoa,

Por isso, filho meu, ama, serve e perdoa!...


Um dia, ao ver o mal a envolver-me de todo,

Em torrentes de ódio, sangue e lodo,

Supliquei ao Criador nos mandasse mais luz

E o Céu nos enviou o ensino de Jesus!...


Jesus veio e entreabriu-se nova aurora,

Amou e fez de si divina doação,

E muito embora

Muita gente buscasse a redenção

É preciso dizer que, até agora,

Quase que ninguém quis

Receber de Jesus o dom de ser feliz.


Notando o orgulho a dominar o mundo,

Nas guerras sem razão sob o ódio iracundo,

Pisando, desprezando ou destruindo,

Tudo aquilo que fiz de mais puro e mais lindo,

Derramo, às vezes, lágrimas ardentes...


O vulcão é meu choro em lavas comburentes!...


Nunca roguei, porém, compensações nem mimos.


Guarda a fé, filho meu, contempla de altos cimos,

No firmamento azul que nos recobre

A divina grandeza do porvir,

Porque o trabalho, em si, não é triste, nem pobre...

E todos viveremos

Nos triunfos supremos

Do privilégio de servir!...


Desperta, filho meu, ergue-te e vem,

Trabalhemos com Deus na Seara do Bem!...


E o homem deslumbrado,

Levantou-se do chão que atravessara a esmo...

- “Servirei, servirei!...” – prometeu a si mesmo.


Ao erguer-se, sentiu a vida em torno...

Não longe, alguém guardava o pão no forno...

Enxergou renovado,

Árvores, animais, lavradores cantando,

As flores se entreabrindo e as abelhas em bando...


Depois, em oração que a fé viva descerra,

Gritou alçando ao Alto os braços seus:

- “Louvado seja Deus!

Ouvi a voz da Terra,

Obrigado, meu Deus!...”



Trabalhe meu amigo.Mesmo que a coisa esteja feia,que pareça que merece mais em 1 ou mais áreas da vida,siga em frente

O mercado de trabalho é difícil demais,a mediunidade não é o mar de flores que alguns pregaram e relações sociais nem sempre são prazerosas,mas compreenda e siga em frente

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