segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Ponto de vista sábio ao mundo

É segunda poética


Ao mundo 

(Antônio Nobre)

A Terra é o vasto abismo onde a alma chora,

O vale de amarguras do Salmista,

Lodoso chavascal onde se avista

A podridão dos vermes que apavora.


Mas, para os grandes bens, para que exista

A perfeição da luz deslumbradora,

Precisamos da carne que aprimora

Com o camartelo mágico do artista.


Terra, tranquilamente eu te abençoo...

Porque da tua dor alcei meu voo

Para a mansão das luzes opulentas;


Teu rigor nos redime e nos eleva;

Mas és ainda o cárcere da treva,

Triste mundo de chagas pustulentas!



O poema acima começa a reclamar do mundo,como que a mais expor do ponto de vista material e tolo da vida do que a indicar que não é ambiente perfeito.Em pouco tempo já fala de modo sábio e espiritual do mundo,chegando,em seguida,a louva-la

Gostaria de apontar como no fim do poema,aonde ressalta que ainda é lugar de trevas,que não se trata de contradição,mas apenas o ambiente que precisamos a seguir em frente

A escola da vida é o que temos,o que precisamos.Se fosse feita nossa vontade,no lugar da do Pai,não teríamos um mundo justo e nem o que merecemos

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