É segunda poética
Esquife do sonho
(Antônio Torres)
Tive um Sonho de Amor e de Inocência,
Cheio de luz das coisas invulgares,
Do qual perdi a luminosa essência
Na cristalização dos meus pesares.
Tarde reconheci minha falência,
Terminados os múltiplos azares,
De minha quase inútil existência,
No silêncio das cinzas tumulares.
E da Morte, no abismo indefinido,
Tombei exausto, amargurado e cego,
— Abismo tenebroso que eu transponho.
Infeliz do meu ser irredimido,
Pois triste e atordoado inda carrego
O negro esquife do meu próprio sonho.
Leio o poema acima como um enredo sobre morrer e encarar a própria vida que teve,do arrependimento que veio muito tarde.Um contraste nasce da beleza do local e sua essência diante do pesar no peito
Bem dizem os espíritos que o sofrimento da consciência é muito pior do que um tormento infernal de tortura cruel de um terceiro.Fazer o errado ou a inercia,ambos pesam no peito
Sim,sei que é difícil e trabalhoso melhorar como pessoa e por em pratica(imagem acima foi bem escolhida).Mas,a tentativa com falha é bem melhor do que nem tentar

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