segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Seguindo de consciência leve

Lutar com o mal que tem dentro de si e depois praticar


É segunda poética


Esquife do sonho

(Antônio Torres)

Tive um Sonho de Amor e de Inocência,

Cheio de luz das coisas invulgares,

Do qual perdi a luminosa essência

Na cristalização dos meus pesares.


Tarde reconheci minha falência,

Terminados os múltiplos azares,

De minha quase inútil existência,

No silêncio das cinzas tumulares.


E da Morte, no abismo indefinido,

Tombei exausto, amargurado e cego,

— Abismo tenebroso que eu transponho.


Infeliz do meu ser irredimido,

Pois triste e atordoado inda carrego

O negro esquife do meu próprio sonho. 



Leio o poema acima como um enredo sobre morrer e encarar a própria vida que teve,do arrependimento que veio muito tarde.Um contraste nasce da beleza do local e sua essência diante do pesar no peito

Bem dizem os espíritos que o sofrimento da consciência é muito pior do que um tormento infernal de tortura cruel de um terceiro.Fazer o errado ou a inercia,ambos pesam no peito

Sim,sei que é difícil e trabalhoso melhorar como pessoa e por em pratica(imagem acima foi bem escolhida).Mas,a tentativa com falha é bem melhor do que nem tentar

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