É segunda poética.Hoje temos o terceiro e ultimo de Alberto de Oliveira
Do último dia
(ALBERTO DE OLIVEIRA)
O homem, no último dia, abatido em seu horto,
Sente o extremo pavor que a morte lhe revela;
Seu coração é um mar que se apruma e encapela,
No pungente estertor do peito quase morto.
Tudo o que era vaidade, agora é desconforto.
Toda a nau da ilusão se destroça e esfacela
Sob as ondas fatais da indômita procela,
Do pobre coração, que é náufrago sem porto.
Somente o que venceu nesse mundo mesquinho,
Conservando Jesus por verdade e caminho,
Rompe a treva do abismo enganoso e perverso!
Onde vais, homem vão? Cala em ti todo alarde,
Foge dessa tormenta antes que seja tarde:
Só Jesus tem nas mãos o farol do Universo.
Incrível como já na beirada da transição a vida maior já temos de encarar a verdade,aquela que a maioria de nós mascaramos e desviamos o olhar
O que levamos será claro,mas já somos alertados do que será,apenas vamos analisar dando ouvidos a consciência.Lembrando que dinheiro e bens não são,em si,pecados,apenas ferramentas que podem ser usadas,seja pro bem ou pro mal
Agora,reforço que somos alertados desde cedo o que são os "tesouros do céu",de que eles devem ser cultivados no aqui e agora

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