É segunda poética
Consolai
(Antero de Quental)
Se eu pudesse, diria eternamente,
Aos flagelados e desiludidos,
Que sobre a Terra os grandes bens perdidos
São a posse da luz resplandecente.
A dor mais rude, a mágoa mais pungente,
Os soluços, os prantos, os gemidos,
Entre as almas são louros repartidos
Muito longe da Terra impenitente.
Oh! se eu pudesse, iria em altos brados
Libertar corações escravizados
Sob o guante de enigmas profundos!
Mas, dizei-lhes, ó vós que estais na Terra,
Que a luz espiritual da dor encerra
A ventura imortal dos outros mundos!
Eu diria que a poesia acima não é direcionada aqueles famosos espiritos sofredos,desses que se imagina em umbral,mas a grande maioria de nós no planeta
A verdade é que somos muito tolos.Vemos o espirito André Luis,famoso por "Nosso Lar",descrevendo seus sofrimentos ainda na colônia astral de mesmo nome da obra,de precisar de esforço pra conseguir superar o que tem dentro de si,pois o local em si não é o bastante pra mudar nada que tem internamente
O mesmo que André Luís pode ser dito a nós,encarnados e/ou desencarnados.A maioria do planeta esta bem perdido em ilusões em ponto que não consegue notar seu sofrimento,sua origem e nem como para-lo.Temos como mais fácil reclamar,reprimir e olhar pros problemas dos outros do que encarar a vida de frente
Alegre-se,pois a felicidade esta dentre de nós mesmos e o maior consolo é saber que pode alcança-la

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