É a segunda poética
Não choreis
Não choreis os que vão em liberdade
Buscar no Espaço o luminoso leito
Da paz, distante do caminho estreito
Desse mundo de dor e de orfandade.
O pranto é a flor de aromas da saudade,
Que perfuma e crucia o vosso peito,
Mas, transformai-o em gozo alto e perfeito,
Em santa e esperançosa claridade.
Chega um dia em que o Espírito descansa
Das aflições, angústias e cansaços,
Dos aguilhões das dores absolutas:
Feliz de quem, na Crença e na Esperança,
Procura a luz sublime dos espaços,
Buscando a paz depois das grandes lutas.
Não creio que o poema acima esteja falando unicamente da libertação do corpo físico e dos problemas do plano material.Me parece que a busca por algo mais elevado é um dos pontos pra se conseguir a libertação do sofrimento,encarnado ou desencarnado,algo que baseio na terceira e quarta estrofe
Somos libertos do corpo físico pela morte,mas isso não significa liberdade de si,dos sofrimentos que vivem no peito.Esta deve ser conquistada com esforço
Claro,não excluo o tema da morte e separação,mesmo que temporária,de quem vai e quem fica,apenas acrescento fatores sobre profundidade da obra acima.Ate concordo que as lagrimas são mais frequentes com separação física entre indivíduos,apenas não quero excluir um ensino
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