segunda-feira, 29 de junho de 2026

Lágrimas

É a segunda poética


Não choreis

Não choreis os que vão em liberdade

Buscar no Espaço o luminoso leito

Da paz, distante do caminho estreito

Desse mundo de dor e de orfandade.


O pranto é a flor de aromas da saudade,

Que perfuma e crucia o vosso peito,

Mas, transformai-o em gozo alto e perfeito,

Em santa e esperançosa claridade.


Chega um dia em que o Espírito descansa

Das aflições, angústias e cansaços,

Dos aguilhões das dores absolutas:


Feliz de quem, na Crença e na Esperança,

Procura a luz sublime dos espaços,

Buscando a paz depois das grandes lutas. 



Não creio que o poema acima esteja falando unicamente da libertação do corpo físico e dos problemas do plano material.Me parece que a busca por algo mais elevado é um dos pontos pra se conseguir a libertação do sofrimento,encarnado ou desencarnado,algo que baseio na terceira e quarta estrofe

Somos libertos do corpo físico pela morte,mas isso não significa liberdade de si,dos sofrimentos que vivem no peito.Esta deve ser conquistada com esforço


Claro,não excluo o tema da morte e separação,mesmo que temporária,de quem vai e quem fica,apenas acrescento fatores sobre profundidade da obra acima.Ate concordo que as lagrimas são mais frequentes com separação física entre indivíduos,apenas não quero excluir um ensino

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