É segunda poética
Crença
(Antero de Quental)
Minha vida de dor e de procela
Que se extinguiu na tempestade imensa,
Despedaçou-se à falta dessa crença,
Que as grandes luzes místicas revela.
E estraçalhei-me como alguém que sela
Com o supremo infortúnio a dor intensa,
Desvairado de angústia e de descrença,
Dentro da vida sem compreendê-la.
Ah! Crer! bem que, na Terra, não possui,
Quando entre conjeturas me perdi,
De tão pequena dor fazendo alarde...
Crença! Luminosíssima riqueza
Que enche a vida de paz e de beleza,
Mas que chega no mundo muito tarde.
O autor descreve sofrimentos que teve por não ter crença/fé.Não sei se ele fala de religião em si,mas sei que ele já não estava bem na carne,visto que libertação da matéria na morte é meramente apenas encontrar uma realidade inegável
A tal crença poderia ter lhe dado direção e forças pra encarar a longa noite escura que é a ignorância.As camadas da verdadeira crença passam por uma compreensão que atravessa a experiência.Diria que não esta nem perto do fim ao autor,de que ele pode tirar proveito da experiência e aprender
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