segunda-feira, 22 de junho de 2026

Atravessando uma noite sombria

É segunda poética


Crença

(Antero de Quental)

Minha vida de dor e de procela

Que se extinguiu na tempestade imensa,

Despedaçou-se à falta dessa crença,

Que as grandes luzes místicas revela.


E estraçalhei-me como alguém que sela

Com o supremo infortúnio a dor intensa,

Desvairado de angústia e de descrença,

Dentro da vida sem compreendê-la.


Ah! Crer! bem que, na Terra, não possui,

Quando entre conjeturas me perdi,

De tão pequena dor fazendo alarde...


Crença! Luminosíssima riqueza

Que enche a vida de paz e de beleza,

Mas que chega no mundo muito tarde.  



O autor descreve sofrimentos que teve por não ter crença/fé.Não sei se ele fala de religião em si,mas sei que ele já não estava bem na carne,visto que libertação da matéria na morte é meramente apenas encontrar uma realidade inegável

A tal crença poderia ter lhe dado direção e forças pra encarar a longa noite escura que é a ignorância.As camadas da verdadeira crença passam por uma compreensão que atravessa a experiência.Diria que não esta nem perto do fim ao autor,de que ele pode tirar proveito da experiência e aprender

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